Hoje sinto uma angústia que me cala,
Derradeira e funérea, para mim,
Como a flor murcha e morta no jardim,
O meu grito de dor já me embala.
Dilacero essa dor, tento matá-la,
Transgredindo esse mal, fujo do fim,
Conseguindo ou não, tem que ser assim,
Vou fugir e gritar, mas perco a fala.
O meu medo transmuta-se em dor,
Sinto um grande arrepio de pavor,
Fico trêmulo como uma criança.
Sou refém dessa dor que me faz mal,
Que me deixa perdido sem sinal,
Aniquila a minha esperança.
(Mario Pinho, 29/02/2011)
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