quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

"O medo aniquila a minha esperança..."

Hoje sinto uma angústia que me cala,

Derradeira e funérea, para mim,

Como a flor murcha e morta no jardim,

O meu grito de dor já me embala.


Dilacero essa dor, tento matá-la,

Transgredindo esse mal, fujo do fim,

Conseguindo ou não, tem que ser assim,

Vou fugir e gritar, mas perco a fala.


O meu medo transmuta-se em dor,

Sinto um grande arrepio de pavor,

Fico trêmulo como uma criança.


Sou refém dessa dor que me faz mal,

Que me deixa perdido sem sinal,

Aniquila a minha esperança.


(Mario Pinho, 29/02/2011)

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