De verso em verso, no meu mundo diverso,
Levo a vida, ávida e leve, que me leva além,
Vivo sem mim, com vida, convida-me também,
Soletre-me, sol, entre em mim, universo.
Ser forte... se for te contar que sou o reverso,
Que sou o meu próprio algoz sem ninguém,
Feneço entre a morte e a vida, o mal e o bem,
Ora me acarinho, ora sou um ser perverso.
Mas o meu grande sonho não morreu,
A razão é que hoje não sou mais meu,
Sou daquela que me levou de mim.
Que me envolve com seu langor,
Perdendo o amor, pertenço a dor,
A solitária dor de viver assim.
(Mario Pinho, 26/01/2012)
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
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1 comentários:
Nossa... suas palavras são perfeitas... já passei por isso, amar e ter seu sentimento jogado no lixo...Bom, pelo menos foi isso que entendi... se bem que as palavras de um poeta, só o próprio entende...
Mas, parabéns!! ;D
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